O banco


 Um banco é sempre um convite:

Senta aqui, me conta como foi ontem.

Às vezes é colo receptivo que só acolhe, silencioso, enxugando lágrimas e ajeitando o cabelo dos soluços.

Um tanto pode servir ao momento de jogar as costas para traz em um longo suspiro, e estirar os pés calejados da lida, ah o descanso.

Lugar de vó contar estórias de reis, magos, bichos, terror, amor. Ponto de conexão entre mundos e tempos.

Por tantas vezes é espaço das mãos dadas aguardando a noite para o beijo de todo dia.

É templo que permite a meditação contemplativa acompanhada de anjos e mestres.

Ponto de encontro de pássaros em revoada na alegria da manhã.

Um banco é sempre um convite: - Vem...


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