Tá esperando o que?


Meu filho tinha pouco mais de seis anos, partilhávamos certa vez um vídeo da Disney e recordo ter dito: “No meu tempo era diferente...”. Tive a sensação dele não ter entendido, me olhou longamente e respondeu: “Mãe, seu tempo é agora”.

E seguimos entretidos entre as amarras do passado e as idealizações do futuro. Letargia e ansiedade dividindo a cena e corroendo nossas energias na construção do aqui e agora.

Até quando estaremos lamentando os ancestrais que não tiveram acesso a abundância e se perderam nas dificuldades? Até quando estaremos à espera de sermos perfeitos para realizar o nosso melhor lá naquele futuro que ansiamos vá chegar?

Filósofos, gurus e magos falam da importância do Agora, o único tempo que está em nossas mãos, o único elo da corrente que nos é ofertado tocar, o momento em que estamos com a nossa potência máxima. Aqui no presente existem escolhas a se fazer: aceitar resignadamente, partir, perdoar, recomeçar, firmar o passo, planejar, fazer a melhor história possível.

Adormecer nas facilidades da acomodação, ora por culpa ora por medo ora por arrogância, transfere ao outro o poder sobre o nosso destino. Vitimas ou algozes pouco importa, mas  marionetes nas mãos da inconsciência.

Dormir em tempos que pedem atenção e prontidão ... camarão que dorme a onda leva.



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