Tarô
No olhar de quem consulta estão todas as respostas, há um sorriso de expectativa, ansioso, que contem a sabedoria interna que tudo sabe. Os arcanos revelam o mistério desse olhar, é preciso que quem lê se abra pra esse clarão clarividente (perdoe a redundância), esse espaço onde a alma do outro se mostra e se prediz.
O tarô escreve e desenha o que alma dita. É preciso que tenhamos ouvidos de ouvir e olhos de ver, tanto quem lê quanto quem consulta.
Como a deusa da carta 11 é preciso disposição para tocar os lugares mais delicados e assustadores do nosso ser, tatear ainda que com receio as nossas emoções, os espaços internos que nos amedrontam e parecem poder nos devorar.
Mas não há encontro mais poderoso, de persuasão, de pura força do que o de nos encontrarmos conosco. Nossos sentimentos e emoções, os caminhos escuros do nosso inconsciente quando ouvidos, quanto acariciados, transmutam leões em aliados, nos fazem inteiros, integram dissociações.
O tarô é sempre um convite para o mais profundo de nós mesmos e quando dizemos sim, com um enorme sorriso, ele nos responde: - Seja bem vindo!

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