Baila comigo...
Havia uma certa ansiedade de que seu passo pudesse tropeçar no meu, que eu me desequilibrasse no seu compasso, que nos perdêssemos em ritmo e tempo.
Mas quando sua mão tocou minha cintura na pressão e força que cabem aos braços de um homem, meu corpo obedeceu e se deixou conduzir. Não houve indecisões ou atropelos, certo ou errado, foi só um fluir ao som da música, suar no calor dos corpos, brincar de dançar, sermos menino e menina no meio do salão.
Lembro de fechar os olhos, ouvir a batida da zabumba como quem sente as batidas do coração e agradecer por tanto prazer. Talvez sua boca tenha beijado a minha e eu tenha sentido seu cheiro pela primeira vez, talvez. Mas certamente o forró nos jogou na alegria que só conhece quem arrisca e se permite bailar.
"- Vem, baila comigo?". Terá sido você ou eu a perguntar?

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